Cinco anos de Sciences Po depois, entre três países e uma punhada de experiências, trabalhos, leituras e aulas que o meu cérebro com relutância digeriu, cá estou eu, com uma dificuldade absurda de saber por onde começar. Não sei se antes esse exercício me vinha com mais facilidade – entenda-se por exercício o de sentar, pensar e escrever sobre algo que no momento me parece importante-, talvez seja a falta de hábito de escrever que torna esse exercício tão mais difícil, talvez seja a falta de hábito de pensar .
(Quando digo pensar, me refiro a pensar mesmo! Ou seja, vivenciar um tema, uma situação, uma impressão, um ALGO que me inspire um pensamento propriamente meu. Pensamento esse que me urge a escrever, que me ata as mãos e não me deixa outra opção senão traduzi-lo em frases razoavelmente bem escritas, ou minimamente conexas).
Não faço isso por vaidade, mas por necessidade: sem a pretensão de descobrir um talento ou de provar alguma coisa, vejo esse blog como um simples meio para a minha sanidade mental.
Quero redescobrir o que me move, me apaixona, me interessa. Quero voltar a me expressar, o que quer que seja que ainda não consegui expressar.
Veremos no que dá!
